Tupi - Brasil na última DLC de Age of Empires II: 2 unidades únicas que vão surpreender os veteranos
Guerreiro Tacape e Soprador de Zarabatana: conheça as 2 novas unidades únicas dos Tupi no Age of Empires II e surpreenda veteranos na nova DLC
Henrique Rocha
Publicado em:
01/03/2026
Escrito por:
Henrique Rocha
Ilustração de um guerreiro Tupi e um soldado colonial observando um assentamento em um vale tropical - Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial


Diferente dos Incas ou Astecas, que dependem de infantaria pesada e muralhas de pedra, os Tupi foram desenhados como uma civilização nômade-florestal focada em mobilidade e controle de mapa. No jogo, isso se traduz em bônus econômicos voltados para a coleta de recursos naturais e uma velocidade de construção de paliçadas que torna o "laming" e o "walling" inicial uma tarefa muito mais dinâmica e perigosa para o adversário.
A árvore de tecnologias dos Tupi ignora a falta de cavalaria, comum às civilizações do continente, compensando com uma infantaria que possui bônus de dano contra construções e uma resistência única a projéteis em terrenos de selva. Essa abordagem força o jogador inimigo a repensar o posicionamento de seus arqueiros, já que os Tupi conseguem encurtar distâncias com uma agilidade que lembra as táticas de emboscada reais utilizadas pelas tribos do tronco tupi-guarani.
Como o Guerreiro Tacape vai mudar suas batalhas de Era dos Castelos?
O Guerreiro Tacape surge como a primeira unidade única dos Tupi, sendo uma infantaria de impacto com um ataque de "esmagamento" que ignora parte da armadura física de cavaleiros e arqueiros. Visualmente impressionante e historicamente preciso, ele não utiliza escudos, focando totalmente em um dano massivo que pode desmantelar uma linha de frente de espadachins de elite em poucos segundos se não for microgerenciado com cuidado.
O grande diferencial do Tacape é sua habilidade passiva de regeneração leve enquanto está em contato com áreas florestais, tornando-os mestres em recuos táticos para o interior das matas. Essa mecânica obriga o oponente a investir em torres de guarda ou escorpiões, pois o combate direto corpo a corpo contra uma massa de Tacapes em meio às árvores é praticamente uma sentença de derrota para qualquer civilização que dependa de cavalaria pesada.
As unidades únicas dos Tupi trazem mecânicas de sobrevivência e choque
A introdução dessa DLC não focou apenas em novos modelos, mas em diversificar como o jogador interage com o ambiente do mapa, trazendo o conceito de "território ancestral" para o RTS. As unidades únicas refletem o espírito guerreiro e a resistência das populações nativas brasileiras, oferecendo vantagens táticas que recompensam o jogador mais explorador e atento aos detalhes do terreno.
Para dominar o campo de batalha com os Tupi, você precisará entender as nuances dessas duas forças principais:
Guerreiro Tacape: Especialista em perfurar armaduras, ideal para combater a Linha de Cavaleiros e unidades de infantaria pesada.
Arqueiro de Ibirapema: Possui um alcance menor que o Arqueiro de Pluma, mas seus disparos têm chance de causar lentidão temporária no inimigo.
Bônus de Canoas: As unidades navais de transporte são mais rápidas e possuem um ataque leve, simulando as incursões fluviais históricas.
Tecnologia Única "Antropofagia": Unidades de infantaria recuperam uma pequena parcela de vida ao abater unidades militares inimigas.
Coleta de Alimento: Bônus na caça e na coleta de bagas, permitindo um "Fast Castle" muito agressivo e constante.
O Soprador de Zarabatana é a unidade de suporte definitiva?
A segunda unidade única, o Soprador de Zarabatana, chega para ocupar o nicho de unidade de cerco orgânica, disparando dardos envenenados que causam dano ao longo do tempo. Em vez de focar em dano direto imediato, o veneno reduz a velocidade de ataque da unidade atingida, tornando-os o contra-ataque perfeito para unidades de disparo rápido como os Besteiros ou os Mangudais.
O uso estratégico dos Sopradores exige proteção constante, já que possuem pontos de vida baixos, mas sua presença no campo de batalha altera completamente a prioridade do alvo do inimigo. Manter um grupo de zarabatanas atrás da linha de Tacapes cria uma barreira de debuffs que enfraquece o exército adversário de forma silenciosa, permitindo que as unidades de contato finalizem o serviço com eficiência máxima.
Vantagens táticas que vão surpreender os jogadores veteranos
O que mais impressiona na implementação dos Tupi é como a Forgotten Empires conseguiu equilibrar uma civilização sem cavalaria e sem pólvora em um ambiente de jogo cada vez mais tecnológico. A solução veio através de "Tecnologias de Selva", que permitem aos Tupi converterem parte do ouro gasto em madeira e alimento, garantindo um sustain econômico absurdo durante o "trash war" do final da partida.
Ao jogar com os Tupi, você sentirá benefícios claros que outras civilizações americanas não oferecem de forma tão integrada:
Mobilidade na Mata: Suas unidades ignoram a colisão de certas vegetações decorativas, permitindo rotas de fuga únicas.
Economia de Madeira: Construções de produção militar custam 15% a menos, acelerando o "spam" de unidades na Era Imperial.
Resistência Psicológica: O estilo de jogo de guerrilha irrita o adversário, forçando-o a cometer erros de posicionamento sob pressão constante.
Os Tupi colocam o Brasil definitivamente no mapa do RTS mundial
A inclusão dos Tupi em Age of Empires II é um marco de representatividade e um presente para os fãs brasileiros que pediam por essa civilização há décadas. O cuidado com a dublagem em tupi antigo e a precisão dos monumentos na maravilha da civilização mostram um respeito profundo pela história do nosso território, elevando o patamar de qualidade das expansões recentes.
Prepare-se para ouvir os gritos de guerra na floresta e ver seus oponentes confusos com a velocidade das suas incursões, pois os Tupi vieram para ficar e ditar o ritmo das partidas ranqueadas. O Brasil agora tem um lugar de honra entre os reis e conquistadores, provando que o arco, a flecha e o tacape ainda têm muito a dizer contra a pólvora e o aço das grandes potências mundiais.
Henrique Rocha
Engenheiro civil e entusiasta do mundo geek e esportivo. Co-fundador do ResenhAll, ele traz para o time a combinação entre disciplina técnica e paixão pela cultura pop.
Fã da cultura japonesa e jogos competitivos, já dedicou muitas horas ao Dota2, Age of Empires II, e muitas partidas de CS. Além do universo digital, Henrique é competidor e faixa marrom de Jiu-Jitsu, trazendo para a categoria de Bem-Estar a visão prática de quem vive o esporte e a busca por alta performance no dia a dia.


Posts que você pode gostar
Resenhas sinceras para decisões mais confiantes.
CONTATO E PARCERIAS:
resenhalloficial@gmail.com
Todos os Direitos Reservados © 2025